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Short Stories/Histórias Curtas

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MOEBIUS:


Aqui é o lugar de histórias curtas
e de humor negro.
Se alguem quiser submeter histórias
para este site,pode mandá-las por e-mail.

Serão publicadas com o nome dos seus autores.


Hora de Ponta.

Aqela hora o autocarro estava cheio de gente.
Ele maldizia a pouca sorte de ter uma mulher demasiado distraida e incompetente.
Pois senhores-pensava-que lhe custaria ;aquela mulherzinha insuportavel,por o maldito despertador a tocar a hora certa?
-"O querido ,desculpa,amor ,mas e que foi o telefonema daquela minha amiga ,sabes .Aquela que teve a discussao com a tua tia ,por causa dos ovos que ela lhe comprou anteontem.."-E que lhe importava a ele os ovos ,a tia ou a amiga e a zanga??
Tudo o que pedia era um bocado de sossego quamdo chegava a casa e que o despertador tocasse a tempo de pedir um taxi para evitar o incomodo de um autocarro cheio demais e com demsisdo cheiros menos recomendaveis.
Que horror;mas isto nao se pode!
A seu lado estava uma senhora carregada de embrulhos que,de cada vez que o autocarro saltitava por entre as pedras demasiado desniveladas ,se agarrava a ele com as garras de unhas demasido aguçadas,pintadas em vermelho berrante .Para que querera esta tipa as unhas?Sera que as pinta para chamar a atençao ;ou so para me entontecer com o tom?
-" Bolas ,minha sehora;tenha la cuidado com as maozinhas ,sim;e que essa unhas aleijam,sabe?Agarre-se la aop poste faz favor!
Ela ,olhando-o com indignaçao respondeu altiva.
Sim senhor;vejam la o homenzinho que mal educado!
No meu tempo um homem ( se fosse digno desse nome ) ate pedia para uma senhora lhe dar a atenço de um apelo a sus atençao! A ver la isto ,se sao modos de se falar com uma senhora .Entao voce nao ve que eu estou aqui sem poder agarrar o poste ,longe demais e cheia de embrulhos?
Se voce fosse um homem gentil ,ja se me tinha oferecido para levar alguns !...
Ele olhou para ela .
A raiva e o espanto por ser asim posto em cause diante de toda a quela gente deixava-o sem palavras .
Em redor um brua brua feito de meias palavras e olhares começava a enerva-lo.Ela continuava a olha-lo ,desafiadora.
Ora ve;para a outra vez cale-se senhor malcomportado e aprenda a ajudar uma senhora em apuros!

Ele começou a dar mais atençao aos embrulhos.Papel fino ,laçarotes decorativos ;pareciam prendas caras demais para se transportarem em autocarros.
Sorriu.Se calhar ela tinha em casa um marido parecido com a mulher dele.E com um sorriso ainda mais acentuado olhou para ela dizendo:--
" Pois sim ,minha senhora ,ate e capaz de ter razao,mas sabe isto de manhas num autocarro como este tiraria a paciencia ate a um santo ,que e coisa que eu nem sou.
A senhora ,como esta ;cheia de embrulhos ,porque nao apanhou um taxi?

--Ela ,olhando-o com um misto de espanto -pela subita transformaçao-respendeu-
"-Ora;porque tenho um marido demasiado preguiçoso para por um despertador a trabalhar a tempo e horas!
Ora deixee-me la passar que esta e a minha paragem!

Ele sorriu ainda mais.
-" Nao me diga ;pois olhe tambem saio aqui.
Deixe-me entao ajuda-la ,ja que saimos ambos na meama paragem levo-lhe alguns desss bonitos embrulhos.
Descer estas escadas com isso tudo na mao ,pode ser perigoso...

Embevecida disse-lhe enquanto lhe passava para as maos todos os paotes ,pacotinhos a meias com gestos ternos,sorrindo deliciada.
-" Ora ve;o senhor afinal e um encanto e veja so ;nem custa muito ,pois nao?

Ele retorquiu com um brilho ironico no olhar.
-"Pois nao querida senhora ,nao custa nada,fez muito bem em criticar-me...
Sairam.
O bru brua ficou para tras,alguns piscaram-lhe o olho cumplices,outros abanram a cabeçao(considevam -no um fraco talvez=.
ainda ouviu uma mulher dizer para o acompanhante--" Ves tu;isto e o que tu devias fazer e nao fazes!..."

Desceram.
Ele primeiro.Ela depois.

Foi quando ele começou a correr para o taxi que ela percebeu que ele ia desaparecer com as compras.
Ficou aos gritos no meio da rua.Aquela hora por ali nao se via ninguem.
O autocarro esse ,ia desaparecendo na curva da estrada.
Ficou ali maldizendo o facto de nao ter percebido que aquele homem era afinal um facinora.

Quanto a ele ;chegou mais cedo a casa nesse dia.
A mulher olhou -o surpreendida.
-"Querido;que e isto;tantos embrulhos .Esqueci-me de algum aniversario?
-" Nao querida ;esqueceste-te foi de por o despertador.

Os embrulhos depois de abertos revelaram algumas peças increditaveis.Uma delas era um moderno despertador digital.
Ele nunca mais apanhou um autocarro.
Quanto a mulher dele ,encontraram-na morta uns dias depois .
Tinha sido assassinada.
O corpo havia sido encontrado junto ao caixote de lixo;junto dela estava um velho despertador amolgado.
A policia suspeitara do marido.Diziam alguns vizinhos que eles se davam muito mal.
Mas o caso foi encerrado por falta de provas.
Nao haviam encontrado relaçao entre ele e a arma do crime.
A arma?
Ora bem .Um faca de cozinha. Estava espetada no peito da infeliz que no entanto ,nao se sabe bem porque morrera com um sorriso.
Talvez por causa do anel de diamantes que tinha na mao .
Quanto a ele;o marido,sorria de cada vez que olhava para as peças que aquela manha de autocarro lhe trouxera.
Viuvo e feliz passou a levar um ramo de rosas a campa da mulher.
E de cada vez que la lhe deixava as rosa dizia uma prece em favor da velha senhora de unhas pintadas de vermelho.















ANEL de POESIA



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